Um Blog de percepções, de afetos e algumas bobagens cotidianas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

uma compilação maravilhosa das bizarrices geniais de Tim Burton



É claro que Tim Burton merecia um reconhecimento para além do mundo do cinema, pois o cara é um verdadeiro artista multidisciplinar, com uma genialidade que transcende as telas, entrando no mundo da ilustração, passando pelo mundo das letras (ganhei o genial livro de poesias), da fotografia e explodindo no cinema com suas criaturas docemente bizarras.


Pois reconhecido pelo MOMA, ele acaba de ser homenageado com uma mostra que traz a retrospectiva de sua carreira, mostrando mais de 700 exemplares de desenhos - desde que Burton era apenas uma pequena e terrível criança prodígio, até os dias de hoje -, fotos, pinturas, anotações, storyboards, videos, figurinos, além da extensa filmografia do "rapaz", que já faz 27 anos de carreira.

Mais sobre a mostra, pode ser lido no site Cool Hunting, que traz uma entrevista ótima com o curador Ron Magliozzi.

(direto do Wikipedia, embora eu saiba que pode não ser uma fonte segura, resolvi acreditar)

Burton é o primeiro dos dois filhos de Bill Burton e Jean Erickson. Burton descreveu sua infância como peculiar, imaginativa e perdida em seus próprios pensamentos. Ele achava a vida doméstica e a escola difícil, participava de um grupo chamado OW SHIT STUDIOS (O.S.S) e fugia da realidade do cotidiano lendo livros sombrios de Edgar Allan Poe e assistindo a filmes de terror de baixo-orçamento, que mais tarde homenagearia na sua biografia de Edward D. Wood, Jr.. Outra figura cinematográfica de importância na infância de Burton é Vincent Price, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor.

Após o colegial, ele ganhou uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, Califórnia. Ele estudou Animação por três anos e foi então contratado pelo Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Trabalhou no desenho The Fox and the Hound, mas estava insatisfeito com a direção artística do filme. Mesmo assim, foi no período que trabalhou na Disney que Tim Burton criou e dirigiu sua primeira curta-metragem Vincent, com o personagem principal baseado no ator Vincent Price. Mais tarde, o diretor trabalhou no seu segundo curta-metragem Frankeweenie, que conta a história de um menino que ressucita seu cachorro. Mesmo com enredos pouco infantis, Tim Burton teve espaço para criar o poema e as ilustrações que seriam a base para O Estranho Mundo de Jack, um dos seus maiores sucessos.

O seu apego ao horror com sua habilidade para a comédia Burton conciliou três anos depois em Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice). Foi com esse filme que o diretor finalmente se destacou e foi chamado para realizar uma super-produção: Batman, em 1989, que mais tarde teria a continuação Batman - O Retorno (Batman Returns), também com a direção de Tim Burton. Com a carreira em alta, o diretor resolveu filmar seu projeto pessoal intitulado Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), sobre um rapaz que tem tesouras no lugar das mãos. Para o projeto, Tim Burton chamou o ator Johnny Depp, que seria seu maior colaborador durante a carreira do cineasta. Depp seria novamente chamado, dessa vez para estrelar a cinebiografia de Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos.

Após esse período, o diretor passou por baixar em filmes que pouco renderam, como Marte Ataca! (Mars Attacks!) e Planeta dos Macacos (Planet of the Apes). Tim Burton melhorou sua carreira em 1999 após lançar o filme A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow), sobre uma cidadezinha que sofre uma série de assassinatos. Sua carreira continuou em alta depois de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish). Mais tarde, Burton voltaria a animação stop-motion com A Noiva Cadáver (Corpse Bride). Nessa época, o diretor regravou um clássico dos anos 60, A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), novamente com a participação do ator Johnny Depp.

Tim Burton é casado com a atriz Helena Bonham Carter e tem dois filhos com ela: Billy de 4 anos, e recentemente o casal teve uma menina, chamada Nell.

Apesar de, segundo sua mulher, Tim não gostar de musicais, atualmente ele dirigiu o filme, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, que foi bem recebido pela crítica, sendo indicado ao Oscar 2008 em algumas categorias, ganhando a categoria Direção de Arte, graças ao belíssimo trabalho do diretor. A paixão pela versão original do musical para teatro, segundo Helena Bonham Carter foi uma das coisas que os dois tinham em comum e que ajudou a uní-los.

Atualmente, Tim Burton está trabalhando no filme Alice no País das Maravilhas que será produzido pela Disney, e que conta com um excelente elenco de renomados nomes, como o amigo do diretor, Johnny Depp, sua esposa Helena Bonham Carter e a atriz Anne Hathaway.

PARA QUEM PUDER, por favor, não perde (depois me conta):

Tim Burton Retrospective
22 November 2009-26 April 2010
Museum of Modern Art
11 West 53rd Street
New York, NY 10019 map
tel. +1 212 397 6980‎

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

quando acende a luz: Clara

tava tudo escuro, tinha faltado luz desde as três horas da tarde, mas às três horas da tarde a gente nem sente falta da luz. foi cair a noite para vir aquela angústia, começar a perceber que não dava pra enxergar direito e que nada funcionava, nem meu computador, nem a tv, nem o telefone sem fio.
sabe que eu vou contar aqui uma coisa muito pessoal. hoje, se eu tivesse uma filha, daria o nome dela de Clara. Clara é luz, é quase transparente. e brilha, como um diamante. Clara é Nunes, é Averbuck, mas também é Clarice, Linspector ou Chwartzmann, é a lembrança que tenho de uma amiguinha de infância que eu admirava muito. Ela era doce, bonita, esperta, era pura luz. sempre que penso nos nomes, penso nas pessoas que conheci com esses nomes e faço um balanço para ver se aquele nome é bom ou ruim. Clara é bom. Além do mais, Clara é o avesso do escuro, é esse momento que eu vivo e tudo o que ele está me trazendo. é a manifestação da vontade de ser ainda mais feliz! e se deus fez a luz, quem sabe qualquer dia desses ele não faz a Clara também..

terça-feira, 3 de novembro de 2009

um filme em fast foreward eu e minhas roupas

a janela onde a gente espia nem sempre é a janela que a gente abre. voltei no armário e não tinha nada mais, minhas roupas já estavam todas desparceiradas e fiquei sem ter o que vestir. eu até teria o que vestir, mas sinceramente não ia me sentir confortável com panos que não mais me pertencem. um filme de todas as roupas que eu tive passou na minha cabeça, um filme não, um trailer porque foi muito rápido, um filme em fast foreward, mas, sim, eu sabia o que estava faltando ali e sabia o que eu queria vestir. mas o que eu queria vestir realmente não estava lá. estou numa fase que não gosto de comprar roupas novas, prefiro reinventar as que eu já tenho. ando com pânico de perder minhas roupas atuais porque tenho por elas um especial apreço, um sentimento que fica entre o amor e a posse, já que cada uma delas guarda em si intermináveis momentos e cheiros e inclusive pigmentos que foram colecionados involuntariamente. cada roupa tem o seu dna, talvez por isso minha mãe deteste que eu compre coisas em brechós.
mas quando eu vou até um brechó não sou eu que escolho as roupas. são elas que me escolhem. é como se uma energia encontrasse com a outra e aí tudo certo, nos achamos. quase predestinados eu e minha peça de roupa, levo ela pra casa como se tivesse saído da loja mais trés chic créme-de-la-créme. lavo, cuido e por vezes dou a minha reformadinha para que ela me compreenda melhor, afinal em todo o relacionamento existe uma fase de adaptação. mas depois que veste direitinho, a gente não quer mais tirar.