acorda e olha na janela
chove e o dia sorri pra ela
a saia esvoaçante não a impede de dançar na rua
não vai ter vento que a tire do céu
não vai ter água que seque o seu chão
o negócio é voar o mais alto que ela conseguir
hoje é o dia pra isso.
e continua sorrindo.
Um Blog de percepções, de afetos e algumas bobagens cotidianas.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Log Lady

"I carry a log. Yes. Is it funny to you? It is not to me. Behind all
things are reasons. Reasons can even explain the absurd. Do we have
the time to learn the reasons behind the human being's varied behavior?
I think not. Some take the time. Are they called detectives?
"Watch, and see what life teaches."
"All that we see in this world is based on someone's ideas. Some ideas
are destructive, some are constructive. Some ideas can arrive in the
form of a dream. I can say it again: some ideas arrive in the form of a dream."
"There is a sadness in this world, for we are ignorant of many
things. Yes, we are ignorant of many beautiful things--things like
the truth. So sadness, in our ignorance, is very real.
"The tears are real. What is this thing called a tear? There are
even tiny ducts--tear ducts--to produce these tears should the
sadness occur. Then the day when the sadness comes--then we ask:
'Will this sadness which makes me cry. Will this sadness that makes
my heart cry out...will it ever end?'
"The answer, of course, is yes. One day the sadness will end.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
MARIAS NO DONNA ZH

Saiu na Zero:
DO CADERNO DONNA DE DOMINGO (28/12)
Elas são bonitas e se deram bem em 2008. Mas nesta coluna, emprestam suas histórias para Estilo Próprio por duas características: são jovens e muito talentosas. A designer de bolsas Letícia Kramer, as produtoras culturais da Maria Cultura e as quituteiras da Cinco Marias abriram seus próprios negócios. Pela faceirice que demonstram nas fotos, dá para deduzir que fizeram a coisa certa.
Bolsa
Para quem começou a fazer bolsas de patchwork despretensiosamente, na sala de casa, abrir a própria fábrica deve ser mesmo um feito e tanto. E isso em menos de quatro anos.
Durante a semana, Letícia Kramer parte de Porto Alegre para Novo Hamburgo, sempre às 7h, rumo à fábrica onde comanda os trabalhos de seus 15 funcionários. Aos 31 anos, ela faz as bolsas da grife que leva seu nome e desenvolve ou produz o acessório para marcas nacionais como Le Lis Blanc, Canal e a do top estilista nacional Alexandre Herchcovitch. Por mês, a fábrica entrega cerca de 1,5 mil peças.
— Meu foco sempre foi este mercado das grifes mais importantes para investir realmente na qualidade do produto e não na quantidade. Difícil definir como começou, mas um fornecedor indica o outro.Meu trabalho apareceu em revistas nacionais, o que ajudou muito — conta a designer.
Letícia era estudante de publicidade no Sul e durante a faculdade resolveu fazer um curso de design de bolsas em São Paulo. Desde então, coleciona conquistas, principalmente o prestígio entre uma clientela que faz questão de indicar o trabalho da moça. Para ela, o fato de ser jovem conta a seu favor em um mercado em que fabricantes e fornecedores, geralmente homens e mais maduros, predominam.
— As vezes acho que é mais fácil o cliente se identificar com a minha proposta pelo fato da juventude. Também procuro sempre manter o valor agregado a cada peça como minha marca registrada.
Idéias na cabeça
A Maria Cultura começou a ser pensada como uma agência de publicidade focada exclusivamente em cultura. Acabou ganhando as ruas mais ambiciosa:
— Somos uma empresa de comunicação cultural — define Camila Farina.
Alguns dos projetos mais bacanas das artes no Estado e fora dele levam a assinatura da trupe. A Maria Cultura criou evento de rock para teenager, blog para a Unisinos e exposições de arte para o Theatro São Pedro.
— Hoje as agências são nossos clientes. Somos acima de tudo uma empresa criativa, com pessoas que tiveram vivências no Exterior e que estão sempre viajando para buscar novas tendências — diz Camila.
Ela fala por experiência própria. Camila é publicitária, foi estudante de cinema em Cuba e acaba de se tornar mestre em Comunicação. Tudo isso aos 27 anos, mesma idade da sócia Luiza Ollé.
— Ser jovem não quer dizer não ser sério. Isso as pessoas precisam entender — diz Camila.
Parece que os clientes captaram a mensagem direitinho pois, nas palavras de Camila, o negócio está dando muito certo. Completam o time da Maria Cultura Rafael Tombini, Leo Garcia e Lenara Verle, atualmente vivendo na Alemanha para finalizar um doutorado.
Tá na mesa
Elas acreditavam que o negócio tinha potencial, mas ficaram surpresas com a agenda lotada já em novembro e dezembro. As Cinco Marias, que na verdade são três sócias entre os 24 e 30 anos, montaram uma empresa de gastronomia dedicada a abastecer eventos:
— Já fizemos almoço empresarial para cinco pessoas e uma festa para 300 convidados — conta Juliana Terra, a responsável pela administração e marketing. — Acho que faltava mesmo no mercado uma proposta como a nossa.
Juliana comanda a organização, enquanto Daniela Albuquerque e Christine Veronez pilotam as caçarolas. Um trio afinado que abriu a empresa há sete meses, mas se conhece há mais tempo. Todas trabalharam com o consultor gastronômico Marcelo Jacobi. Num jantar, degustando um fideau (espécie de paella, mas com massa) tiveram a idéia da Cinco Marias. As primeiras encomendas foram feitas na cozinha da casa de Daniela até que, com os pedidos aumentando, se viram obrigadas a alugar uma casa e montar uma cozinha industrial.
Para 2009, elas querem continuar autorais nas opções gastronômicas e sonham, finalmente, com uma festa de inauguração oficial do negócio.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Que venham os novos contatos!
Chegando aí 2009 e me dei de presente uma verdadeira renovação:
PERDI MEU CELULAR.
E com ele, toda a minha agenda telefônica, números que muitas vezes foram apenas armazenados e nunca discados, números de uso frequente, números, números, números. Todo um calendário de atividades e lembretes e mensagens antigas guardadas com tanto carinho.
Mas com esse dispositivo tecnológico também vai o meu 2008. Hora de renovar, de atualizar, reprogramar e repaginar - ainda existe essa expressão em plena era digital?
Agora, definitivamente e sem via de dúvidas, os bons e os que realmente me são úteis, sobreviverão.
Que venha, então, esse novo ano e sua intensa busca pela recuperação da agenda. Bem que a Morg me alertou: tenha sempre uma agendinha telefônica de papel, pois a gente nunca sabe quando vai decidir que o passado escorregue da nossa bolsa para bem longe.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Para pessoinhas especiais, sonhos especiais


An awesome book!
esse é um livrinho para ser lido na web.
um trecho de presente, para não parar de sonhar sonhos de purpurina:
...
there are places in the word where people do not dream
of rocket-powered unicorns
and candy cane machines
of magic watermelon boats
and musical baboons
or teeny tiny trupet players
training per raccoons
yes there are places in the world where people dream up dreams
so simply un-fantastical and practical they seem
to lose all possibility of thinking SUPER things
...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
As sutis violências do dia-a-dia
Andando de carro na Ipiranga, ouvindo meu som em alto volume, querendo conhecer melhor o novo disco do Camelo, Sou. Eu distraída, tentando entrar na letra, na melodia, acostumar o ouvido.
Paro no verde. Repito a faixa da Mallu cantando em português. Abre o sinal. Eu, um segundo atrasada enfiada na canção, não arranco. Tomo um buzinasso. Quebrou o clima. E me senti agredida.
Passeando no shopping atrás de presentes de natal – não que esse seja meu programa favorito, pelo contrario – me misturo na multidão. Atenta aos rostos de pessoas desconhecidas, olhando vitrines que concorrem com luzes, cores, brilhos e purpurinas, entro no clima natalino. Uma imensa arvore e muitas crianças em volta com aqueles rostinhos rosados cheios de sorriso me fazem esquecer a loucura ensandecida capitalista.
Na minha frente, um grupo de executivos bobos riem feito hienas de qualquer coisa (futebol, mulher ou pegadinha) e quase atropelam a moça da limpeza, que consegue se adiantar uns dez metros deles e deixa um aviso amarelo no chão que diz "piso escorregadio". Distraído, um dos executivos bobos-rindo-feito-hiena atropela o aviso. Eu e as pessoas ao meu redor ouvimos o barulho da estrutura de plástico amarela caindo no chão. Ele também ouviu e viu – lógico – o objeto nocauteando no piso brilhante do shopping. Mas seguiu em frente, como se nada tivesse acontecido, rindo feito uma hiena, mesmo que eu e alguns passantes gritássemos - mal educado, tu não vai juntar...e saio do shopping violentada.
Procurando vaga para o meu carro em frente ao Museu do Trabalho, feliz que ia ver todos os meus amigos na abertura de uma exposição, encontro a sobrevivente, bem perto da entrada – coisa rara nos dias de hoje, ainda mais quando não vem acompanhada de um flanelinha – bingo. Eu sorrio aliviada, posiciono o celtinha e pisco para entrar. Quando olho pelo retrovisor, eis que um mau-educado-contemporâneo enfia seu carro rapidamente dentro da vaga, ignorando meu pisca, ignorando a minha existência na terra. Mas ah não, assim já e demais. Cansei de ser agredida, resolvo me vingar de todos os desgraçados que me fizeram passar por situações desagradáveis, reúno todas as magoas e mais outras tantas, enfio a mao com vontade na buzina. Mas enfio a mao na buzina como quem enfia o pe na jaca. E ela sai, muito, muito alta e continua.
Imediatamente o idiota se retira, reconhecendo sua posição de idiota.
E eu me sinto a Zorra do dia.
Paro no verde. Repito a faixa da Mallu cantando em português. Abre o sinal. Eu, um segundo atrasada enfiada na canção, não arranco. Tomo um buzinasso. Quebrou o clima. E me senti agredida.
Passeando no shopping atrás de presentes de natal – não que esse seja meu programa favorito, pelo contrario – me misturo na multidão. Atenta aos rostos de pessoas desconhecidas, olhando vitrines que concorrem com luzes, cores, brilhos e purpurinas, entro no clima natalino. Uma imensa arvore e muitas crianças em volta com aqueles rostinhos rosados cheios de sorriso me fazem esquecer a loucura ensandecida capitalista.
Na minha frente, um grupo de executivos bobos riem feito hienas de qualquer coisa (futebol, mulher ou pegadinha) e quase atropelam a moça da limpeza, que consegue se adiantar uns dez metros deles e deixa um aviso amarelo no chão que diz "piso escorregadio". Distraído, um dos executivos bobos-rindo-feito-hiena atropela o aviso. Eu e as pessoas ao meu redor ouvimos o barulho da estrutura de plástico amarela caindo no chão. Ele também ouviu e viu – lógico – o objeto nocauteando no piso brilhante do shopping. Mas seguiu em frente, como se nada tivesse acontecido, rindo feito uma hiena, mesmo que eu e alguns passantes gritássemos - mal educado, tu não vai juntar...e saio do shopping violentada.
Procurando vaga para o meu carro em frente ao Museu do Trabalho, feliz que ia ver todos os meus amigos na abertura de uma exposição, encontro a sobrevivente, bem perto da entrada – coisa rara nos dias de hoje, ainda mais quando não vem acompanhada de um flanelinha – bingo. Eu sorrio aliviada, posiciono o celtinha e pisco para entrar. Quando olho pelo retrovisor, eis que um mau-educado-contemporâneo enfia seu carro rapidamente dentro da vaga, ignorando meu pisca, ignorando a minha existência na terra. Mas ah não, assim já e demais. Cansei de ser agredida, resolvo me vingar de todos os desgraçados que me fizeram passar por situações desagradáveis, reúno todas as magoas e mais outras tantas, enfio a mao com vontade na buzina. Mas enfio a mao na buzina como quem enfia o pe na jaca. E ela sai, muito, muito alta e continua.
Imediatamente o idiota se retira, reconhecendo sua posição de idiota.
E eu me sinto a Zorra do dia.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
so vicious


A Mônica adolescente, era só o que faltava. O Leo chegou aqui na Maria divulgando essa e eu tive que correr pra internet, não me contive, qual menina não se identificava com aquela dentucinha porra-loca que enchia o pobre do cebolinha de coelhadas..Descobrimos que todos os personagens passaram pela evolução e inclusive ganharam um toquezinho da estética mangá..e mais: o cascão é skatista! A Magali tem um ipod, cabelo comprido e anda de roller.
E começamos um papo aqui de atuais adultos perplexos com o fato de nossos ídolos ilustrados da infância terem se transformado junto com a gente. Eis que chegamos a alguns questionamentos que merecem ser respondidos ou não...ficam as dúvidas..
- e se a Mônica e o Cebolinha cresceram, será que o floquinho não passou dessa pra outra melhor, hein..
- e o bidu? Será que não passaram os dois pra Turma do Penadinho - lembra dessa? haha..
- será que o cascão tomou banho? Será que ele usa Axe?
- será que a Magali ficou gordona? Ou anorexica? Ou bulímica..nossa..
- será que a Mônica deu pro Cebolinha? Será que o coelhinho encardido faz parte da fantasia sado-masô da dupla? - e ficamos sabendo que pelo menos um beijinho já rolou.
- e o chico bento, hein, como seria um caipira mangá..isso é louco.
Ai, são tantas as curiosidades que eu tô quase indo ali na banca da república comprar uma revistinha pra mim.
domingo, 30 de novembro de 2008
fssszzzzz
Sábio Cortázar.
"Como se se pudesse escolher no amor, como se o amor não fosse como um raio que te parte os ossos e que te deixa petrificado no pátio. (...) Não se pode escolher Beatriz, não se pode escolher Julieta. Tu não escolhes a chuva que te vai ensopar até aos ossos quando sais de um concerto."
"Como se se pudesse escolher no amor, como se o amor não fosse como um raio que te parte os ossos e que te deixa petrificado no pátio. (...) Não se pode escolher Beatriz, não se pode escolher Julieta. Tu não escolhes a chuva que te vai ensopar até aos ossos quando sais de um concerto."
Afirma-se mais uma vez a teoria de que o amor é uma experiência de quase-morte.
Morremos algumas vezes na vida? Ou morremos apenas uma?
Fica a dúvida.
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