Hoje eu acordei toda dolorida, parece que eu corri uma maratona, mesmo. Mas a dor que eu sinto é uma dor que dá prazer, pois é uma dor de concepção... porque? Depois de alguns anos, eu resolvi refazer o meu jardim.
Não é fácil refazer o jardim, porque a gente tende a se apegar às novas espécies que por ali vão surgindo. Um verdadeiro ecossistema se instala e por mais que isso incomode, fica difícil se livrar das ervas-daninhas, as coitada, afinal de contas, também carregam no seu corpinho verde uma vidinha.
Mas dessa vez eu me determinei e decidi que a situação devia melhorar e que limpar o jardim seria uma solução metafórica e embelmática também para a minha vida. Me joguei com as duas mãos naquela terra toda e quando dei por mim estava enérgicamente arrancando tudo o que não servia, tudo o que não combinava mais com aquele cenário. E foi renovador. Me entreguei tanto que nem vi o tempo passar. Já era noite quando eu decidi que estava pronto, que o que realmente importava praquele jardim crescer bonito estava ali. Foi bom, tive contato com minhocas, caracóis, marimbondos e até com o grande amigo tatu-bola. Me deu vida. Nada mais me importava além daquele jardim.
Depois foi regar e me afastar para dar aquela contemplada básica. E orgulhosa.
Uma coisa tão simples como um jardim pode mudar a vida da gente. Cuide bem do seu jardim - é o recado que fica aqui da Cami-borboleta.
Um Blog de percepções, de afetos e algumas bobagens cotidianas.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
MASTER
a necessidade de transgredir
O verdadeiro grande crime do ser humano é que ele pode dar-se "uma simples volta" a qualquer momento, mas não o faz.
(...) o problema não é o tempo perdido com as sandices cometidas no passado, mas o momento de agora, que é uma oportunidade não aproveitada para mudar o curso. Duas coisas ficam comprometidas pela ausência de transgressão: a qualidade de vida e a possibilidade de continuidade.
(Nilton Bonder, A alma imoral)
(...) o problema não é o tempo perdido com as sandices cometidas no passado, mas o momento de agora, que é uma oportunidade não aproveitada para mudar o curso. Duas coisas ficam comprometidas pela ausência de transgressão: a qualidade de vida e a possibilidade de continuidade.
(Nilton Bonder, A alma imoral)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
simples complemento
quarta-feira, 29 de julho de 2009
fique longe das escadas.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A revolução está no simples
É o maior de todos os tesouros. Paulinha me manda essa mensagem hoje:
"La semplicità assoluta è il miglior modo per distinguersi"
Charles Baudelaire
Tentem, exercitem o simples, é tão bom.
"La semplicità assoluta è il miglior modo per distinguersi"
Charles Baudelaire
Tentem, exercitem o simples, é tão bom.
sábado, 25 de julho de 2009
CIA man // Queime depois de ler
Eu, enfiada embaixo de trinta cobertores, acabo de assistir mais uma pérola dos irmãos Cohen (aliás, como eu não tinha visto esse filme antes, hein..?), o Burn after reading, ou no bom português, Queime depois de ler .

Esse fime, por ironia do destino ou boa estratégia dos autores, foi um grande sucesso de bilheteria nos USA em 2008... também pudera, um elenco de tirar o chapéu - Brad Pitt, George Clooney, John Malkowich e a figuríssima Frances McDormand, que depois de Fargo fez literalmente o filme com os cinéfilos de plantão.
Confesso que o melhor filme (opinião pessoal e absolutamente transferível) que eu assisti dos irmãos foi o Homem que não estava lá. Mas o poder da crítica sagaz, onde pessoas normais se colocam em situações bizarras, confusas, parece estar em todas as obras desses dois gênios e não é diferente neste caso. Queime depois de ler dá de chicotinho na sociedade norte-americana e toda a sua "fajutice", faz a gente rir por dentro - e por fora - de alguns detalhes sutis ou escrachados do perfil moral ambicioso ao extremo, mas vazio, por vezes muito burro, típico dos nossos vizinhos lá da parte de cima do globo (aprendemos algumas coisas boas e ruins com eles, há de se reconhecer).
Absurdos atrás de absurdos fazem a coisa toda, que parecia coisa nenhuma, ficar tão confusa que o riso flui, facilmente. Gargalhei, é verdade.
E para completar, tem a deliciosa trilha, que me pegou mesmo no final, com The Fugs (muito prazer, não os conhecia) e a muito tocada por aí CIA Man.
Palmas. Agora vou comer uma pizza. Bye.

Esse fime, por ironia do destino ou boa estratégia dos autores, foi um grande sucesso de bilheteria nos USA em 2008... também pudera, um elenco de tirar o chapéu - Brad Pitt, George Clooney, John Malkowich e a figuríssima Frances McDormand, que depois de Fargo fez literalmente o filme com os cinéfilos de plantão.
Confesso que o melhor filme (opinião pessoal e absolutamente transferível) que eu assisti dos irmãos foi o Homem que não estava lá. Mas o poder da crítica sagaz, onde pessoas normais se colocam em situações bizarras, confusas, parece estar em todas as obras desses dois gênios e não é diferente neste caso. Queime depois de ler dá de chicotinho na sociedade norte-americana e toda a sua "fajutice", faz a gente rir por dentro - e por fora - de alguns detalhes sutis ou escrachados do perfil moral ambicioso ao extremo, mas vazio, por vezes muito burro, típico dos nossos vizinhos lá da parte de cima do globo (aprendemos algumas coisas boas e ruins com eles, há de se reconhecer).
Absurdos atrás de absurdos fazem a coisa toda, que parecia coisa nenhuma, ficar tão confusa que o riso flui, facilmente. Gargalhei, é verdade.
E para completar, tem a deliciosa trilha, que me pegou mesmo no final, com The Fugs (muito prazer, não os conhecia) e a muito tocada por aí CIA Man.
Palmas. Agora vou comer uma pizza. Bye.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
aeternum
nada pode ser pleno. nem o bem, nem o mal, nem a vida, nem a morte. nada. nem o vazio é pleno.
terça-feira, 21 de julho de 2009
derretendo
Segura o gelo, segura o cubo de gelo e aperta forte na tua mão e percebe como ele vai derretendo aos poucos. Vai doer, eu sei, vai gelar. Mas percebe como cada gota de água escorre pelas linhas da tua mão e alcança o chão. Em segundos não tem mais gelo, não tem mais frio, só tem a calçada e uma pequena pocinha de água que em breve vai evaporar e aí começa tudo outra vez. Passa a mão molhada na perna, seca na calça jeans e esquece. Segue em frente até achar um próximo bar.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
LEZANFAN (re) descobrindo a infância // neste sábado
No meu caso é redescobrindo a infância mesmo. Na minha época, eu me lembro, cada aniversário tinha que ter uma fantasia diferente. E tinha. Minha dinda costurava para mim. Já fui Moranguinho, Emília, Branca de Neve, Bruxa (dessa vez meu pai se fantasiou de vampiro!) e na fase mais comercial, Rainbow Bright. Eu também achava que podia morar no telhado da casa da minha vó, subia até lá com toda a minha parafernalha e me estabelecia até ficar de noite. Outra coisa que eu gostava era de falar durante horas num telefone estragado da minha tia supermoderna, a Nane, só porque achava ele demais com aquele formato de tartaruga albina (bem anos oitenta). Eu acreditava que a casinha dos fundos lá na praia era a casa do fantasma, então nem chegava perto. Entre tantas outras loucurinhas gostosas infantis que devem ser mantidas e estimuladas.
Entrar na LEZANFAN é lembrar da criança que existe em nós. E incentivar os pequenos a viver essa coisa deliciosa que é o mundo da imaginação. Luciana Chwartzmann e Melissa Bermudez são as magas da nova geração, que com uma proposta lúdica, ousada e criativa, colocam a nosso dispor uma casa cheia de fantasias!
A LEZANFAN reúne loja, salão de beleza, oficinas e dentro dessa proposta, diversas surpresas para deixar os pitocos muito entretidos. Escada que dá para lugar nenhum, máquina de imprimir na unha, fantasias das mais criativas que eu já vi, bichos de todos os tipos, mesa de desenho e tantas outras maravilhas que poderão ser conhecidas a partir de amanhã.
LANÇAMENTO DA CASA AMANHÃ
// Passa lá e leva os teus pequenos!
A casa fica na Barão de Santo Ângelo e atividades para lá de especiais estarão rolando. Pintura coletiva da fachada, com orientação do artista Pirecco e plantio coletivo do canteiro com orientação do biólogo Ricardo Hentzschel. Entre tantas outras surpresas!
Quando?
A partir das 11h.
Entrar na LEZANFAN é lembrar da criança que existe em nós. E incentivar os pequenos a viver essa coisa deliciosa que é o mundo da imaginação. Luciana Chwartzmann e Melissa Bermudez são as magas da nova geração, que com uma proposta lúdica, ousada e criativa, colocam a nosso dispor uma casa cheia de fantasias!
A LEZANFAN reúne loja, salão de beleza, oficinas e dentro dessa proposta, diversas surpresas para deixar os pitocos muito entretidos. Escada que dá para lugar nenhum, máquina de imprimir na unha, fantasias das mais criativas que eu já vi, bichos de todos os tipos, mesa de desenho e tantas outras maravilhas que poderão ser conhecidas a partir de amanhã.
LANÇAMENTO DA CASA AMANHÃ
// Passa lá e leva os teus pequenos!
A casa fica na Barão de Santo Ângelo e atividades para lá de especiais estarão rolando. Pintura coletiva da fachada, com orientação do artista Pirecco e plantio coletivo do canteiro com orientação do biólogo Ricardo Hentzschel. Entre tantas outras surpresas!
Quando?
A partir das 11h.
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