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domingo, 10 de janeiro de 2010

OBRIGADA: Mostra do Tim Burton vem ao Brasil


A sorte decidiu bater muito na minha porta nesse início de ano (toc, toc, toc na madeira). Entre as tantas notícias maravilhosas que eu venho recebendo, está a supernotícia, que já estava na expectativa desde o post do dia 24 de novembro:

A MOSTRA DO TIM BURTON VEM AO BRASIL!

A data ainda não foi definida, mas já se sabe que o ciclo do MoMa acaba em 26 de abril e quem vai receber o acervo do Tim por aqui é o CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil.

Só tenho olhos para o Tim Burton até que me digam qual vai ser a data de abertura dessa mostra. Enquanto isso seguimos aguardando pela estréia de Alice in Wonderland, prevista para março.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

a vida em vídeo. a vida em tempestade.




Foi a Carmen Beckenbach, amigona da Lenara Verle e curadora de videoarte do ZKM, maior centro de tecnologia da Alemanha, que me ensinou a apreciar a videoarte. Na época eu confesso que achava tudo um pouco chato, repetitivo, não conseguia entender bem aonde esses artistas estavam indo (ou tentando me levar). Mas depois da visita iluminada da Carmen tudo fez mais sentido.
A Carmen ofereceu um curso em 2006 que mudou completamente o meu olhar sobre essa arte. Durante o curso, ela mostrou o trabalho de 18 videoartistas que fizeram a história do gênero no mundo inteiro:
John Baldessari, Paik, Dara Birnbaum, Dieter Kiessling, Bill Viola, Fischli & Weiss, Marina Abramovic, Sadie Benning, Cris Cunninghan, Eija-Liisa Ahtila, Daniel Pflumm, Matthew Barney, Annika Larsson, Walid Ra’ad, Pipilotti Rist, Johanna Domke, Johan Grimonprez.
O tempo foi passando e muita coisa foi surgindo por aí em termos de videoarte e francamente me interessa bastante conhecer trabalhos que sejam inspiradores, porque se o vídeo é bom ele tem a capacidade de te tirar do espaço e do tempo. De te engolir mesmo, num transe que só acaba quando a consciência chama.
Toda essa introdução serviu para falar da mostra Tempestade, que traz a Porto Alegre o creme do creme da mostra Interpéries, a qual já esteve na Oca e no Oi Futuro do Rio. A mostra organizada por Marcello Dantas tem curadoria de Alfons Hugh e Alberto Saraiva e trata da temática do tempo e fenômenos climáticos, dividindo o espaço em frio e quente, trazendo uma ambientação visual e sonora muito bem adequada ao primeiro andar da Usina do Gasômetro. Artistas de diversas partes do mundo trazem um olhar criativo e apurado para eventos que impressionam e comovem. São imagens impressionantes que nos fazem pensar que o mundo é realmente uma arena, onde o homem está sempre na luta contra o tempo.



Não deixe de visitar a mostra, que fica até o dia 20 de dezembro em cartaz.